Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta NEOLIBERALISMO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta NEOLIBERALISMO. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de maio de 2013

As vítimas do neoliberalismo...

...além do empobrecimento generalizado, face ao crescendo de impostos sobre os trabalhadores e a redução dos apoios com base no Estado Social sobrevêm, ainda, uma APROPRIAÇÃO dos rendimentos do trabalho NÃO PAGO pelas empresas que apesar de defensoras acérrimas do liberalismo económico o não praticam. 

Manda esse mesmo liberalismo económico que as empresas sem condições de sobrevivência económica abandonem o mercado, mas o que fazem algumas empresas que tentam manter-se à tona? USAM OS RENDIMENTOS DO TRABALHO dos seus trabalhadores para se financiarem, à revelia doutra lei do sacrossanto liberalismo: a livre concorrência! Uma empresa que NÃO PAGA O TRABALHO PRODUZIDO, pelos seus trabalhadores, fica em vantagem económica face a uma outra que cumpra com as suas obrigações financeiras, por muito agreste que a crise se manifeste.

Assim sendo, os trabalhadores que já ficam penalizados com a subida - colossal, como cinicamente dizia o outro - de impostos; com o desemprego que afecta a larga maioria dos agregados familiares; fazendo com que os seus rendimentos sofram baixas igualmente colossais!, ficam ainda mais penalizados quando os reduzidos rendimentos FICAM RETIDOS PARA PROVEITO DE EMPRESAS que, além de incumpridoras e praticantes da concorrência desleal, também desconhecem o significado do conceito de 'Ética e responsabilidade social'.

E é este o futuro que nos espera: sermos o "bangladesh" da Europa!

O estado do país, hoje...preconizado pelos 'belmiros' há já muito tempo!

A afirmação do neoliberalismo e globalização da economia

«Confundem, os mais cépticos globalização com empobrecimento. Ou porque as etiquetas de produtos comercializados nas lojas exibem a chancela de um país de baixo PIB per capita. Ou porque a produção industrial tende a deslocar-se para países de baixos custos. Brandem que é impossível competir com tais modelos, e que a abertura de fronteiras implicará choques civilizacionais de alcance imprevisível.
(1)Repudio essa visão. Se é mais barato produzir fora, se o preço é variável de decisão essencial, deslocalize-se a produção. […]. Não se insista em bem produzir aquilo que chineses ou indonésios também fazem, cada vez melhor, por um terço ou metade do custo. Invista-se antes nesses países – que, alem do mais, oferecem um enorme potencial de crescimento do mercado interno a longo prazo. […].
O desafio fundamental que se coloca à nossa economia, para que esta saia ganhadora com a globalização, é o da mobilidade. Mobilidade na adopção de novas tecnologias; no acesso ao capital financeiro; por fim, quanto ao papel do Estado na economia. […].
Continuo a reclamar do Estado a demolição de estruturas que entorpecem essa mobilidade – a lei do arrendamento habitacional, o imposto de Sisa sobre imóveis, a ausência de disseminação equilibrada da administração pública pelo território, ou abolição da psicose do “emprego seguro, no Estado, para o resto da vida”».
Belmiro de Azevedo (presidente do Grupo Sonae), Expresso, Edição n.º 1567, de 2002-09-11,
 in

História A

Domingo, 8 de Junho de 2008

  [(1)Repudio essa visão. Se é mais barato produzir fora, se o preço é variável de decisão essencial, deslocalize-se a produção. […]. Não se insista em bem produzir aquilo que chineses ou indonésios também fazem, cada vez melhor, por um terço ou metade do custo.]

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013